segunda-feira, 1 de março de 2010

A Polícia na Sociedade (Parte II - Cap. 3)


3 - As raízes da Polícia Portuguesa (em medalha)

A fim de ilustrar uma resumida parte da História da Polícia e rememorar um passado, exponho, em imagem medalhística, algumas das figuras mais relevantes da polícia em Portugal, porque, dissociar o presente do passado, equivaleria a renunciar à sua compreensão.
Há que, reconhecer as raízes desta Instituição, sob o ponto de vista histórico, social e cultural o que, constitui, obviamente, um excelente contributo para eternizar a sua existência.
A herança não é só aquilo que os outros nos transmitem mas também o que nós elaboramos a partir dos elementos que recebemos. Vejamos, por exemplo, peças valiosas que assinalam, no seu contexto, o valor histórico da evolução da medalha: "(...) as mais notáveis peças da secção de arte clássica do Museu de Arte Antiga que incluem 11 medalhões romanos descobertos no Egipto, provavelmente cunhados para celebrar os Jogos Olímpicos da Macedónia, do ano de 242, em honra de Alexandre, o Grande" «A Colecção Gulbenkian - Livro Portugal - Guia American Express».
A medalha ocupa também no panorama das raízes policiais, um lugar de destaque.
No anverso das medalhas, estão sintetizados os elementos gráficos essenciais escolhidos para exprimir os temas.
O reverso, é uma articulação mais explícita com o legado histórico de que se reveste a efeméride.
Esboço histórico de medalhas policiais

Medalhas Policiais
(Anverso e Reverso, respectivamente)
Os Quadrilheiros - séc. XIV:
A Polícia em Portugal - Os Quadrilheiros - Primeira Ins
tituição Policial que existiu em Portugal, que viu decretadas em 12-2-1383, por D. Fernando, as suas primeiras leis.
A Intendência Geral da Polícia - Diogo Inácio Pi
na Manique - 1760-1833:
A Polícia Portuguesa - Intendência Geral da Polí
cia, criada em 25-7-1760, quando o Marquês de Pombal era 1º. Ministro. Foi extinta em 8-12-1833. Terceiro e mais famoso Intendente, Dr. Pina Manique, nomeado por D. Maria I.
Guarda Real de Polícia - 1802 a 1834 - Sold. Cav.
1808 Sold. Inf. 1808:
A Polícia em Portugal - Guarda Real da Polícia
- Criada em 1801 e oficializada, pelo Alvará de 2-1-1802. Envolvida nas Guerras Liberais. É extinta em 12-5-1834 pela Convenção de Évora Monte. Foi um corpo militar organizado e eficiente.
Guarda Nacional 1823 -1845:

A Polícia em Portugal - Guarda Nacional - Criada em 22-5-1823. Foi extinta em 7-10-1845, após um percurso atribulado. Salientou-se este corpo policial e militar na implantação dos Setembristas em 1835.
Guarda Municipal - 1834 a 1910 - Sold. Inf. 1834; Sold. Caval. 1834; Oficial 1848; Sold. Inf. 1900:
A Polícia em Portugal - Guarda Municipal - Criada p
or decreto de 3-7-1834, após a extinção da Guarda Real da Polícia. Dissolvida à data da implantação da República em consequência da posição que assumiu ao lado das forças monárquicas.
Polícia Cívica - 1867 a 1918 - Uniforme de Serv
iço 1898; Uniforme de Gala 1898:
A Polícia em Portugal - Polícia Cívica. Criada a 2-7-1867; este Corpo Policial foi instituído em todos os Distritos e na dependência dos respectivos Governadores. Sofridas numerosas reformas, deu lugar à actual Polícia de Segurança Pública.
Da «Cívica» à Polícia actual 1950 - Patrulheir
o; 1942 - Sinaleiro; 1945 - Chefe de Esquadra:
A Polícia em Portugal
Alterações mais significativas:
Dec. 4166 de 27 Abr 1918, cria a Direcção Geral
da Segurança Pública.
Dec. 8435 de 21 Out 1922, reorganiza os Serviços
da Polícia Cívica.
Dec. 15825 de 31 Jul 1928, extingue a Direcçã
o e cria a Intendência Geral da Segurança Pública.
Dec. 21194 de 20 Mai 1932, extingue a Intend
ência e recria a Direcção Geral de Segurança Pública.
Dec. 25338 de 16 Mai 1935 extingue a Direcção Gera
l da Segurança Pública e cria o Comando Geral da Polícia de Segurança Pública.
Polícia de Segurança Pública Comando G
eral:
"Diploma".
Polícia de Segurança Pública Pela Ordem e Pela Pátria:
. Sinaleiro;

. Guarda feminina;
. Motociclista;

. Patrulheiro;
. Intervenção.
A Polícia em Portugal Principais atribuições do Agente da PSP:
. Assegurar a ordem e tranquilidade pública;

. Impedir a prática de crimes e transgressões;
. Orientar e fiscalizar o trânsito;
. Vigiar os indivíduos perigosos e suspeitos;
. Proteger os fracos e os indefesos e
.Promover a prestação de socorros aos sinistrados e aos
doentes.



Medalha Comemorativa do "Dia da PSP"
Anverso
Comemorações Nacionais
02 Jul 1993

Dia da PSP
126º. Aniversário

Reverso
Dom Luiz, por graça de Deus, Rei de Portugal e do
s Algarves, etc., Fazemos saber a todos os nossos súbditos , que as cortes decretou e nós queremos a lei seguinte: Artigo 1º. É o governo autorizado a criar em cada uma das cidades de Lisboa e do Porto um corpo de polícia imediatamente subordinado ao governo do distrito que será denominado corpo de polícia civil.
(Diário de Lisboa - Ano de 1867 - Número 149 - Folha Oficial do Governo Português).


De referir que a minha colecção de medalhas (completa) já esteve em exposição na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 02Jul1997, data da Comemoração do 130º. Aniversário da PSP e na Exposub/2008 que teve lugar no Parque de Exposições da Câmara Municipal de Montijo, onde expus Medalhas Policiais e Comemorativas, Guiões, Isqueiros, Pratos, Azulejos, Cinzeiros, Caixas de Fósforos, etc. que fazem parte da minha colecção particular de objectos alusivos à Instituição.

Carteiras de caixas de fósforos alusivas a uniformes policiais antigos

  • Uniforme de «Quadrilheiro» séculos XIV e XVII;
  • Uniforme de Gala «Polícia Cívica» criada em 1898;
  • Uniforme de Patrulha de 1948 a 1959;
  • Uniforme de Sinaleiro de 1942 a 1948;
  • Uniforme de 2º. Comissário,1959;
  • Uniforme de Patrulha, 1959.
Estas iniciativas são sempre bem aceites e as empresas que as promovem, neste caso a «Fosforeira Portuguesa - Espinho», não se cansam de as fazer chegar ao grande público, porque o objectivo é a de desenvolver uma cultura de prevenção indicando os procedimentos a adoptar antes que possa eventualmente acontecer alguma situação desagradável. Diz um velho ditado: "Prevenir foi sempre mais eficaz e mais barato que remediar".

Carteiras de caixas de fósforos com recomendações no âmbito da prevenção e protecção de bens

Prevenir é proteger
(Recomendações correspondentes à simbologia das caixas)
  • Tenha corrente de segurança e use-a; Os uniformes, só por si, não dão garantia. Verifique os documentos de identificação com a corrente colocada.
  • Reforce portas e janelas; Fotografe e marque objectos de valor; Preencha a Ficha de Pertences aconselhada pela PSP.
  • Use visor (olho-mágico) na porta; Não deixe chaves debaixo do tapete, vaso ou caixa do correio; Comunique à PSP da área ausências prolongadas.
  • Faça instalar, por técnico especializado, um dispositivo anti-roubo; Dê a conhecer, claramente, que o seu carro possui alarme; Dificulte e torne moroso o furto do seu veículo
  • Marque o carro em vários sítios e marque os extras do carro; À noite, utilize vias de comunicação bem iluminadas, mesmo que tenha de andar mais.
  • Quando estacionar: Antes de chegar ao local de estacionamento, ponha tudo no porta-bagagens; Feche bem os vidros; Tranque todas as portas.
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Reforma e Revolução
Portugal sofreu muitas depredações durante a Guerra Peninsular e depois da perda do Brasil. O período de caos culminou, em 1832, numa guerra civil entre o liberal D. Pedro IV e o absolutista D. Miguel. Os liberais ganharam, mas os posteriores governos foram, por vezes, reaccionários. Na segunda metade do século - período de estabilidade e de crescimento industrial - as tentativas de expansão na África falharam. Em 1910, o desenvolvimento com a monarquia constitucional levou à revolta republicana que forçou D. Manuel II a exilar-se.
A fundação da monarquia portuguesa vai-se perceber nas biografias dos primeiros reis. Durante quase oito séculos, desde a Idade Média até princípios do século XX, os destinos de Portugal foram conduzidos por uma monarquia (referida na Parte I, Cap. 3). O longo período desse tipo de governação, é marcado por muitos episódios que estão na origem, sem dúvida, do povo e da nação a que chamamos Portugal. O espírito de cruzada, as várias lutas pela independência, o espírito expansionista, entre outros, são marcas indeléveis dos vários reis e rainhas que compuseram a monarquia portuguesa. Todos os monarcas deixaram o seu cunho pessoal na longa história do nosso país.

Curioso, o acto de entronização de um novo soberano:
  • Em França - o acto era chamado de sagração;
  • Em Inglaterra - denominava-se de coroação;
  • Em Portugal - à mesma cerimónia dava-se o nome de aclamação, ou seja, o novo rei era aclamado pelo povo que estivesse presente.

Nascimento da República
O republicanismo difundiu-se pelas classes médias e ex
ército por intermédio de uma sociedade secreta denominada Carbonária. A revolução teve lugar em Lisboa, em Outubro de 1910, e durou menos de cinco dias.

Foto de postais ilustrados que ironizam a situação política que se vivia na época em Portugal, já que com as mudanças constantes de chefes de governo, permitia mudar nas janelas a data e o dia da semana, em que mudava o governante. Nas duas janelas observe-se que no Domingo nos aparece uma cara e à Segunda-Feira, outra.
(Livro: Reis e Rainhas de Portugal)

Proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910
A Primeira República:

- Do 5 de Outubro à crise partidária
A Segunda República (Estado Novo):
- De António de Oliveira Salazar a Marcello Caetano
A Terceira República:
- Do 25 de Abril aos nossos dias.


Entre êxitos e reveses, quando na vida de uma Nação ocorrem convulsões sociais e políticas graves, por vezes radicais, todas as estruturas públicas e privadas sofrem os seus efeitos, em maior ou menor grau. E as instituições ligadas à segurança e fiscalização constituem o alvo preferido dos faccionários.

A Polícia tem uma missão definida na Lei, que nada tem a ver com ideologias nem preferências partidárias. A única distinção que os seus elementos fazem é entre o cumprimento e a violação das Leis e Regulamentos, aprovados pelo Órgão Legislativo competente. Quando têm de intervir, perante uma infracção ou um delito, não importa a categoria social, o tipo de profissão ou a cor partidária do infractor. As leis, nos regimes democráticos, fizeram-se para serem cumpridas por todos, sem excepção, e, por conseguinte, ninguém se deverá julgar acima da Lei.

Retomando o fio à meada! Quando ocorrem convulsões e radicalismos políticos, acidentes graves (repentinos e imprevistos); catástrofes (acontecimentos súbitos, quase sempre imprevisíveis); calamidades (acontecimentos ou série de acontecimentos de origem natural ou tecnológicos), etc., a polícia é ainda mais necessária à vida da sociedade, a fim de prevenir ou atenuar os seus efeitos ou evitar que criminosos, traficantes, desordeiros e as mentes ínvias, aproveitem os tempos de confusão para exercerem vinganças, tirar desforços roubarem e servir interesses ocultos.

Portugal Moderno
Os primeiros anos da República foram marcados por crises políticas e económicas, até que o golpe militar de 1926 abri
u o caminho para o Estado Novo de 1933. Sob o opressivo regime de Salazar, o país libertou-se de dívidas, mas sofreu a pobreza e o desemprego. A defesa das colónias africanas deu origem a guerras, a agitações no exército e ao derrube do governo em 1974 - A Revolução dos Cravos - foi assim baptizada por as pessoas começarem a meter cravos nos canos das espingardas dos soldados; conduzida por oficiais insatisfeitos com as guerras coloniais na África, a revolução levou a um período de agitação enquanto Portugal se libertava de décadas de isolamento. A situação política tornou-se caótica. O novo governo executou um controverso programa de nacionalizações e reforma agrária, mas a esquerda radical foi afastada em Novembro de 1975, num rápido contragolpe. O doloroso regresso à democracia permitiu a entrada na Comunidade Europeia em 1986 (Livro: Portugal - Guia American Express).

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Para não enfatizar este post, que foi mais extenso do que aquilo que previa, falarei, muito sucintamente, da Unidade Especial da Polícia, dos Estabelecimentos de Ensino e da entrada de mulheres na Polícia.
Quanto à Unidade Especial da Polícia, a medalha comemorativa nacional emitida, no ano de 2008, pela Direcção Nacional da PSP, alusiva a esta Unidade, fala por si:
Esboço histórico do Anverso:
141º. Aniversário
Comemorações Nacionais 02 de Julho de 2008

A união faz a força
No Reverso:

Brasão da UEP
Legenda: - A união faz a força
Unidade Especial da Polícia.
"A U.E.P., compreende as seguintes subunidades o
peracionais:
O Corpo de Intervenção;

O Grupo de Operações Especiais;
O Corpo de Segurança Pessoal;
O Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Su
bsolo;
O Grupo Operacional Cinotécnico".

Sendo de salientar a actividade da UEP, não só em Portugal, como também além-fronteiras, de harmonia com os compromissos internacionais assumidos pelo nosso País.

A Escola Prática de Polícia (EPP) - foi o primeiro estabelecimento de ensino, digno desse nome, a ser criado na Instituição.
A primeira referência à EPP aparece em 1962 e a sua a
ctivação surge somente no ano de 1966, quatro anos mais tarde.
O grande impulsionador da criação desta Escola foi o Comandante-Geral da PSP, o General Fernando de Magalhães Abreu Marques e Oliveira (inesquecível para a Instituição, no bom sentido!), que comandou a Polícia de Segurança Pública no período de 17/02/1959 a 09/07/1968.
O Primeiro Comandante da EPP, foi o Coronel do Exército, José Augusto Henrique Monteiro Torres Pinto Soares.
Devido ao facto das estruturas herdadas de outros tempos, pouco terem evoluído, existia um rol de situações com enormes deficiências, enfadonho de enumerar, as quais foram desaparecendo com a entrada para esta Escola, de um lote de bons instrutores/professores, oriundos da própria polícia, alguns dos quais com dotes literários (que já os havia!). Estes oficiais de polícia, submetidos a leccionar doses maciças de aulas, prestaram óptimos serviços à Polícia. Para quem tenha alguma noção, mesmo básica, de pedagogia, verifica que o esforço que eles faziam era quase desumano, dado o elevado número de disciplinas, na ordem das 35, exercidas a um ritmo alucinante de ensino, aulas que os alunos intrinsecamente levavam muito a sério. Alguns destes instrutores, oficiais de polícia, fizeram a "ponte" entre a EPP e a ESP.
A EPP começou a funcionar em Alcântara nuns espaços adaptados do Antigo Convento do Calvário - Lisboa. Este vetusto edifício sofreu obras de beneficiação de forma a adaptá-lo à satisfação das necessidades da EPP, até meados do ano de 1984, data em que esta Escola foi transferida para Torres Novas, onde ainda permanece. Posteriormente o mesmo edifício, que começou a funcionar nuns espaços adaptados, tem hoje umas instalações modernas, superiores às de alguns institutos públicos e serve presentemente de Instalações do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI).

Encerramento dos 17ºs. Cursos de Promoção na EPP - Lisboa, ano lectivo de 1983/84



Escola Prática de Polícia (EPP) - Torres Novas

Compromisso de honra de novos agentes da PSP - Cerimónia de encerramento do Curso de Formação de Agentes de 1995, à qual presidiu o Superintendente-Chefe, Freire de Matos.


Vista geral do Edifício do Calvário (Revista: Polícia Portuguesa, Jan/Fev de 1987)

A Escola Superior de Polícia, hoje Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), data de 1982, foi criada para formar os quadros de oficiais de polícia, habilitando-os com os conhecimentos que hoje são considerados imprescindíveis para dirigir uma organização policial. Este estabelecimento de ensino, iniciou funções no ano lectivo de 1984-85 e, destes oficiais de polícia com formação de nível superior (passaram a obter o grau de licenciados em Ciências Policiais e Segurança Interna - equiparados aos outros alunos universitários), já ascenderam, alguns deles, ao posto de Intendente e estão, muito próximo de atingir a categoria de Superintendente. Aquele que foi o primeiro aluno deste Instituto Superior de Polícia, é, neste momento, o Director do Instituto.

1º. Baile de Gala dos Finalistas da E.S.P. (hoje ISCPSI), dia 01Jul1995 - Revista Polícia Portuguesa, Jul/Ago de 1995)

Claustros do Edifício do antigo Convento do Calvário


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A entrada de mulheres na PSP deu-se em Jan1972, tendo contado com a participação de 250 instruendas.
No primeiro alistamento foram admitidas 250 mulheres, todavia somente 229 tiveram aproveitamento escolar no final do tirocínio.
Registe-se, contudo, que a primeira mulher-polícia desta instituição, havia sido alistada em 1930; trajava civilmente e dedicava-se sobretudo à vigilância de mulheres e crianças.

A PSP no Dia Mundial da Criança
(Da Revista Polícia Portuguesa, Mai/Jun de 1993)

No "jogo" das indecisões superiores, as alistadas de 1972, só puderam concorrer ao posto imediato (Subchefe), em 1981. A partir de então, tanto os homens como as mulheres, têm concorrido e ascendido aos postos imediatos em termos de igualdade.


Patrulhamento urbano
(Revistas: Polícia Portuguesa Jan/Fev. 1993 e Jan/Fev. 1998, respectivamente
)
  • A missão do patrulheiro é bastante vasta e engloba um pouco de cada uma das funções especializadas. A destacar: O apoio informativo à população, sempre que solicitado;
  • A vigilância e prevenção da criminalidade, actuando como elemento fortemente dissuasor de actos delinquentes ou socialmente reprováveis;
  • A regularização e fiscalização do trânsito ou de quaisquer outras actividades da competência da polícia;
  • A recolha e transmissão das notícias com interesse policial para ulterior exploração.

Para não perder o encadeamento alusivo a esta parte e capítulo, apresento, por último, a medalha dos elementos gráficos que exprime o tema e o legado histórico de que se reveste "A Polícia em Portugal":

(Anverso)

PSP
Organização Territorial
- Comando-Geral (hoje Direcção Nacional);
- Comando Regional;
- Comando Distrital
Açores e Madeira

(Reverso)
A Polícia em Portugal
Constituição da República - 1976
Artigo 272º :
  1. A Polícia tem por função defender a legalidade democrática e os direitos dos cidadãos.
  2. As medidas de polícia são as previstas na lei, não devendo ser utilizadas para além do estritamente necessário.
  3. A prevenção dos crimes, incluindo a dos crimes contra a segurança do Estado, só pode fazer-se com observância das regras gerais sobre polícia e com respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

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Nem sempre é suficientemente valorizado e reconhecido o papel dos órgãos e dos agentes que, diariamente e nas mais variadas missões, contribuem para a manutenção da segurança e do respeito pela legalidade estabelecida.
A Segurança, a Ordem e a Tranquilidade Públicas são condições fundamentais para o desenvolvimento harmonioso de qualquer sociedade e para a qualidade de vida das populações.


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A Polícia na Sociedade (.)


Conclusão


Esta minha abordagem sobre a polícia, como componente da estrutura social que organiza os estados, não pretende mais que lembrar a contribuição desta instituição para a segurança das nações e dos povos.
Naturalmente que toda a acção desta instituição foi sendo actualizada, quer em função de interesses dominantes, quer pela acção humanista que veio a alargar o âmbito da sua acção, a partir, sobretudo, dos valores de igualdade e cidadania que se imprimiram nas constituições americana e francesa do séc. XVIII.
A acção da Polícia, como interveniente cívica na estabilização da vida social tem, como todas as instituições que são da responsabilidade dos homens, momentos de grandeza e outros que nem sempre foram aceitáveis à luz dos valores actuais.
Algumas figuras do polícia diligente ficaram célebres, quer através da literatura, como o inspector parisiense Javert, criado por Victor Hugo, quer através da sua histórica intervenção social como o nosso famoso Intendente Pina Manique, criador da Casa Pia.
Como a sociedade tem caminhado para os diversos campos da especialização, naturalmente a polícia tem acompanhado esse desenvolvimento.
Este tema tratado numa perspectiva histórica muitíssimo resumida, como no início referi, poderá dar para reviver a história da polícia e da sua própria evolução ao longo dos tempos.
Perceber-se-á certamente que o seu desenvolvimento progressivo deu-se, em paralelo, na medida da evolução histórica do país, isto é, da própria sociedade em que se insere.
Porém, a própria sociedade tem também, e por vezes, uma imagem dúbia da polícia e um quadro de expectativas por vezes irreconciliáveis, já que, por um lado, exige dela repressão contra o crime e, por outro, critica a acção policial. Muito a propósito, algumas séries americanas recentes, que se debruçaram sobre a profissão, chegaram à conclusão de que "ser polícia" é uma das mais perigosas profissões do Planeta.
Referi ainda no tema um ou outro ramo ou órgão especializado ou de ensino da Instituição, como por exemplo, a Escola Prática de Polícia, a Unidade Especial de Polícia e o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna que especializa profissionais em graus superiores, em concorrência com as mais altas funções na defesa do estado e do cidadão.
Alguns livros a que fiz referência na Bibliografia fazem um relato circunstanciadamente, sóbrio e esclarecedor, que permite conhecer melhor alguns factos mais relevantes que nos levam a compreender muito melhor o passado da polícia, o qual continua permanentemente num constante processo adaptativo face à evolução da sociedade em que está inserida.
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Foto da tomada de posse de Superintendentes-Chefes, de Superintendentes e de Subintendentes

Local:
Salão Nobre da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública - Lisboa (18Dez1998)

Da esquerda para a direita:
Subintendentes Encarnação Trindade; Moreira Rodrigues; Silva Conde; Santana Ribeiro; e Paulo Aires. Superintendente Jorge Barreira. Superintendente-Chefe Ruivo de Oliveira. Director Nacional da PSP - Gonçalves Amaro, que deu posse aos recém-promovidos. Superintendente-Chefe Alves Martins. Superintendente Machado Silva. Subintendentes Ribeiro Fonseca; Valadas Horta e Cardoso Amaral.

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Bibliografia
  • A vida no Antigo Egipto (livro) - Autor: Boris de Rachewiltz - Círculo de Leitores
  • Anuários da Escola Prática de Polícia (livros)
  • As raízes da Investigação Criminal - Internet http://juvi.com/artigos/2081/ - Higor Jorge
  • Clube do Coleccionador - Revista Quadrimestral
  • Dados alusivos às efemérides das medalhas policiais e comemorativas pertencentes à minha colecção
  • Grande Enciclopédia Universal - Edição em exclusivo para o Correio da Manhã
  • História da Polícia de Segurança Pública - das Origens à Actualidade (livro) - Autor: João Cosme, Edição Sílabo, Ldª.
  • Lictor - A enciclopédia livre (Internet) http://pt.wikilingue, com/es/Lictor
  • Nos Trilhos da Pedagogia - de Aldeia Galega a Montijo (livro) - Autor: Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas - Edição comemorativa do Cinquentenário da Escola Secundária Jorge Peixinho
  • O Homem na América - Internet
  • Polícia: que instituição é esta http://www.adalbertotargino.com/2009/10/05/polícia-que instituição e esta/
  • Polícia Portuguesa - Revistas: nºs 225/1974, 27/1984, 100/1996 e outras
  • Portugal (livro) - Guia American Express
  • Reis e Rainhas de Portugal (livro) - Autor: Manuel de Sousa; Prefácio: Dom Duarte de Bragança
  • Subsídios para a História da Polícia Portuguesa (livro) - Autores: Dr. Diamantino Sanches Trindade e Subintendente Manuel dos Reis de Jesus - Obra mandada investigar e executar pelo Comandante da Escola Superior de Polícia Superintendente-Chefe Fernando Manuel Afonso de Almeida
  • Vontade de Vencer (livro) - Autor: Comissário Principal Dr. António Lourenço.

Colaboradores
  • Joaquim Carreira Tapadinhas, historiador e escritor - Licenciado em História, Pós-Graduado em História de Portugal e Mestre em História Política e Social (Ofereceu-me o livro da sua autoria: Nos Trilhos da Pedagogia, com a dedicatória: «Para o meu amigo ...Horta, alentejano que adoptou Montijo como sua terra. Um abraço fraterno»).
  • Manuel dos Reis de Jesus, Subintendente da PSP, aposentado (Ofereceu-me o livro de sua co-autoria: Subsídios para a História da Polícia Portuguesa, com a dedicatória «Ao meu bom amigo e colega ...Horta, com um grande abraço de muita amizade e estima»).


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um Poema


Para ti, Polícia
Graduado ou não
Tanto faz
  • Símbolo da confiança
  • Da tranquilidade, da paz...
  • Não deixes que vozes sujas,
  • Manchem tua reputação!
Quer em tempo de acalmia,
Ou até de «tempestade»,
Estende a todos tua mão,
Com sorriso de amizade,
(Que não o da ironia...)
Pois esta vida é tão pouca,
E em tão pouca valia
Não deve haver malquerença
Na rudeza do dia-a-dia!
  • Em tempos tumultuosos,
  • Sê cauteloso guerreiro,
  • Nem caminhos sinuosos,
  • Te sirvam de embaraço.
  • Que nada tolha teu passo,
  • E sê tu sempre o primeiro!
Sê a Lei!
No seu Todo de acepção!
  • Que em ti todos encontrem
  • Justiça sem tibieza,
  • Jamais topem com fraqueza,
  • Mas força feita razão!
  • Deste modo granjearás,
  • Respeito, simpatia,
  • Gratidão!
E tu,
Tu de bem ficarás,
Não apenas contigo,
Mas com a Humanidade.
  • E sentirás,
  • Cumprindo em «Espírito de Corpo»
  • Que o Homem-Autoridade,
  • Não é mais símbolo morto
  • Nesta nossa sociedade!
Maria Emília Sá - 2º. Oficial

Revista POLÍCIA PORTUGUESA, nº 3 - II Série, Maio/Junho de 1980


No Salão Nobre da Direcção Nacional da PSP
(De braçal de Oficial de Dia, sou eu. À direita, de fato azul, é a autora do poema. a 2º. Oficial Emília Sá)

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Comentário

André disse...

"Amor à profissão!
Bem haja"

7 de Abril de 2010 1035

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Artigo de Jornal algo pertinente ou talvez não!


O Jornal Correio da Manhã - Quinta-feira, 11-02-2010, na Pág. 15, refere o seguinte:

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"POLÍCIAS - Após rejeição de dois estudos a favor da junção
Presidente da República, Cavaco Silva, efectuou ontem uma visita de trabalho ao Comando-Geral da GNR
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UNIÃO PSP - GNR ainda em análise
Cavaco Silva foi ontem informado sobre os modelos de policiamento que Governo pondera.
.
Miguel Curado
A união efectiva entre a PSP e a GNR é um cenário que ainda não está descartado. O Presidente da República, Cavaco Silva, foi ontem informado, durante a visita de trabalho que efectuou ao Comando-Geral da GNR, de que, apesar de não considerar para já essa possibilidade, o Governo analisa ainda as vantagens de uma junção entre as duas forças de segurança. Quando os jornalistas quiseram saber a sua opinião pessoal sobre o actual modelo operacional das forças de segurança (com uma polícia civil - a PSP -, e outra de cariz militar - a GNR -, ambas tuteladas pelo Ministério da Administração Interna), o presidente evitou dar uma resposta directa.
No entanto, Cavaco Silva revelou que o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, o informou durante a visita ao Comando-Geral da GNR de que está a ser feita uma avaliação «do actual modelo de funcionamento da GNR e das forças de segurança».
Depois de ter recusado os estudos da consultora Accenture e do universitário Nuno Severiano Teixeira, que recomendavam uma junção efectiva da PSP e GNR, o Governo pondera ainda as «vantagens e desvantagens da multiplicação de funções causada pela existência de duas polícias a patrulhar e investigar». «O Presidente da República foi informado destas análises operacionais», disse fonte ligada ao processo (Presidente da República não opina sobre modelo que prefere)".
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Entrevista:
"UMA POLÍCIA ÚNICA RESOLVE PROBLEMAS
Francisco Oliveira Pereira, Director Nacional da PSP, diz que a eventual unificação com GNR e PJ, dando origem a um corpo de polícia com vertentes de investigação e patrulhamento, é «questão política» mas, «provavelmente», a solução para travar dispersão de meios e dar melhores condições de vida aos polícias"
(Jornal Correio da Manhã, 16.04.2010).

A propósito
No dia 05 de Março de 2008, publiquei um post com o título:
Sabia que!
No ano de 1975, no denominado "Verão quente de 75", um ano após a Revolução do 25 de Abril, o General José da Silva Pinto Ferreira, ao tempo Comandante-Geral da PSP e da GNR, no discurso (Saudação) da sua tomada de posse disse o seguinte:
"Ao assumir o Comando da Polícia de Segurança Pública saúdo todos os oficiais, comissários e agentes, funcionários civis e restante pessoal, desejando deste modo transmitir quanto me honra o Comando de tão prestigiosa Corporação, a todos manifestando o meu total empenho em contribuir para o seu maior prestígio, esperando a geral e necessária colaboração para a construção da Força de Segurança que há-de resultar da fusão com a Guarda Nacional Republicana e que tem de ser o garante da protecção e defesa do Povo deste País".

Projectava-se, nessa altura, criar uma nova força que nasceria da fusão da GNR com a PSP.
Por determinação superior, através do Comando Distrital de Setúbal, foi então decidido de comum acordo entre as duas Instituições (PSP e GNR) ao seu mais alto nível, que a Esquadra do Montijo e os Postos da GNR de Montijo e Alcochete, serviriam de projecto-piloto a uma dessas experiências em dois jogos de futebol do Clube Desportivo do Montijo para o então Campeonato Nacional, operações de policiamento levadas a efeito pelo Subchefe-Ajudante Valadas Horta, ao tempo a comandar interinamente a Esquadra do Montijo.
A operação de policiamento decorreu com toda a normalidade. Os efectivos das duas Corporações respeitaram-se mutuamente.

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...Recorreu-se também a uma campanha onde se explicava que se estavam a tomar medidas com o intuito de tornar a PSP uma polícia cívica As suas ideias base eram as seguintes:
  • Substituição de todos os Comandos Distritais e Chefes de Serviço, por militares integrados no espírito do 25 de Abril;
  • Difusão de directivas sobre a intensiva mentalização dos agentes quanto aos novos processos de actuação e necessidade de esclarecimento político;
  • Palestras realizadas em todos os Comandos sobre esclarecimento político;
  • Intensiva campanha de mentalização dos agentes quanto aos novos processos de actuação exigidos.
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Na página 4 da Revista Polícia Portuguesa, nº. 6 - II série, Nov/Dez de 1980, o Director da Revista, Coronel (mais tarde Superintendente) António dos Anjos Martins, refere o seguinte:
"A Revista Polícia Portuguesa, tem novo director.
Ao ser investido na função e Chefe do Estado-Maior da Polícia de Segurança Pública, assumi, por inerência do cargo, a responsabilidade de director desta Revista.
Quando em 1975 face a uma hipotética fusão da PSP e GNR, se suspendeu a sua publicação, foi com profundo pesar que vivemos esse interregno. Posta de parte tão irrealista hipótese, bem depressa se desenvolveram esforços em ordem a retomar a sua publicação.........".

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O post antes referido mereceu um comentário do NOCA (Senhor António Nobre de Campos, Oficial da GNR, na situação de aposentação) que trancrevo:
NOCA disse...
"Parabéns ValHor, por teres tocado num dos pontos mais sensíveis da história das polícias portuguesas. Foi um período romântico e de sonho esse de 1975.
Quem ousaria tentar resolver o problema da quadratura do círculo?
Só um romântico como o Pinto Ferreira, (Pinto Peneiras, como jucosa e depreciativamente os seus adversários lhe chamavam).
O problema deste país é que o povo é demasiado "grande" para um território tão pequeno: a nossa dimensão é o Império e estamos, hoje ainda, com dificuldade em nos adaptarmos à nossa dimensão real.
.................................................. Mas detenhamo-nos nas polícias: para um país tão pequeno, para que queremos duas grandes instituições policiais com os mesmos objectivos, como a PSP e a GNR? Para se vigiarem mutuamente, dividindo para reinar? Com a nova realidade europeia, não parece que tal seja necessário ou oportuno, como no tempo da "outra senhora".
O tempo não anda para trás e o tempo das castas tem de acabar, embora haja estertores difíceis de extinguir.
Vamos em frente que atrás vem gente!".
15 de Março de 2008 9:25
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NOCA disse...
"Ao romantismo de 1975 há que opor, agora, o realismo pragmático de uma racionalização do uso dos meios, que mais não seja, para poupar alguns euros aos cofres do Estado.
Mas, além disso, as novas realidades sociais, a ocupação do território pelas populações, em aglomerados urbanos cada vez mais concentrados, exigem novas formas de policiamento de proximidade e civismo para as quais um corpo especificamente militar, não parece o mais adequado: isto sem desmerecer os valiosíssimos préstimos da GNR, a que me orgulho de ter servido o melhor que pude e sabia.
Penso, no entanto que é tempo de reformular as duas instituições e dar-lhes formas de actuação e meios para cumprimento das missões, cada vez mais adaptadas às novas realidades.
Espero que os centros decisores saibam fazê-lo, seguindo mais certos e seguros!"
16 de Fevereiro de 2010 14:23
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O trabalho não pára por aqui!

Este meu trabalho que estará continuamente em construção, vou fazê-lo disponível à medida que vou completando cada tópico. Vou também corrigindo ou tentando melhorar posts já publicados, pelo que aconselho o leitor a rever de tempos a tempos capítulos já lidos, pois as revisões podem conter melhoramentos significativos.
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Comentários:

Nuno Poiares disse...

Boas Festas!

Cumprimentos!


20 de Dezembro de 2009 22:50
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MVHorta disse...

Senhor Nuno Poiares
Agradeço e retribuo os votos de Boas Festas. Durante a quadra natalícia somos mais sensíveis aos nossos afectos - não esquecemos a família e os amigos. O Natal celebra o nascimento; e, por festejar a vida, traz associada uma mensagem simbólica que abraça toda a Humanidade. Um ideal de partilha, protecção dos mais fracos e defesa dos valores da vida.
SANTO e FELIZ NATAL.
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Aproveito para o informar que já "espreitei" o seu blogue - DAS CIÊNCIAS FORENSES. Deu para entender que tem conteúdo! Dou-lhe os meus sinceros parabéns pelo seu excelente trabalho.
Nesse seu blog os actuais profissionais/companheiros poderão também dar o seu contributo, comentando.
O prestigiado Instituto Superior continua a dar formação de qualidade e agora os blogues também são uma porta aberta a todos aqueles que desejem participar com as suas opiniões. É uma maneira interessante de exporem as suas ideias desde que o façam construtivamente.

22 de Dezembro de 2009 17:40

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dgplcs disse...
Parabéns pelo blogue!
estou à procura das mudanças históricas das fardas da PSP, mas não sei onde perguntar.
Existe algum livro sobre isso? É que o MVHorta sabe me indicar onde é que posso encontrar essa história?
Muito obrigado pela atenção.
DPC

(sou Espanhol, desculpe os erros de português)

19 de Janeiro de 2010 20:57
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Resposta ao Comentário (pedido) nº. 3
Amigo DPC (nacionalidade Espanhola)
Seja Benvindo ao meu blog
Pode encontrar o que procura no Livro:
Título:
História da Polícia de Segurança Pública - das Origens à Actualidade.
Autor: João Cosme
Edições Sílabo, Ldª.
Rua (Calle) Cidade de Manchester, nº. 2
1170 - 100 Lisboa
Telefone (00 351) 218 130 345; fax 218 166 719
e-mail: silabo@silabo.pt
www.silabo.pt
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Com os melhores cumprimentos
MVHorta

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dgplcs disse...

Muito obrigado!
vou procurar esse livro
DPC


20 de Janeiro de 2010 18:21
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António disse...
António Godinho
Caro Senhor adoro ler as suas crónicas do tempo da guerra colonial e mesmo do seu tempo de polícia.
Mas veja se publica mais algumas pois já há algum tempo que não há nada.
2 de Fevereiro de 2010 1352

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Senhor António Godinho
Os meus agradecimentos por ter deixado o seu comentário
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Interessante!

O canal televisivo "Fox" estriou no dia 30Nov2009, às 22.15 (Revista TV 7 dias) o filme "SOUTHLAND", alusivo à profissão de polícia.
É reconhecidamente uma profissão de ALTO RISCO!
A transcrição:
"POLÍCIA É GENTE!
Várias são as séries americanas que se debruçam sobre uma das mais perigosas profissões do Planeta, a de polícia. Southland, para lá da face visível dos agentes da lei, centra-se sobre a vertente humana, em que são pais, maridos, filhos, amigos. etc., cuja profissão condiciona a vida pessoal, levantando questões, fomentando dúvidas e incertezas, tal como se a missão e o risco de vida que correm diariamente vale realmente a pena ou é algo efémero".

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Comentário

Domingos disse...

"Porque a ANAP/PSP não se pronuncia sobre a desigualdade de tratamento entre aposentados da PSP? (Artigos 112º., 116º. e 119º do novo estatuto)"


1 de Abril de 2010 23:48

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Senhor Domingos
Aqui fica o seu comentário!
Obrigado

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sábado, 3 de outubro de 2009

Comemoração do 25º. Aniversário da ANAP


Hoje, 3 de Outubro, teve lugar, na Escola Prática de Polícia - Torres Novas, a concentração dos persistentes e indefectíve
is companheiros da Polícia de Segurança Pública de todo o País, tendo comparecido cerca de 480 pessoas.

A Associação Nacional da PSP (ANAP) comemorou neste Estabelecimento de Ensino da Polícia, o 25º. Aniversário da Associação (e Festa das Bodas de Prata), com o habitual almoço anual de confraternização, para o qual foram convidados pelo Presidente da Associação, Senhor Vitorino Baroso Dinis, todos os familiares e amigos dos associados.

Sequência das Comemorações:
  • 10h00 recepção aos associados;
  • 11h00 celebração da Missa na Capela da Escola;
  • Das 12h30 às 13h00, recepção às Entidades convidadas (Ministro da Administração Interna - Dr. Rui Pereira; Adjunto do Director Nacional da PSP - Superintendente-Chefe Machado da Silva; Director da EPP; Comandantes Distritais de Santarém e de Leiria; Capelão da EPP, além de outras entidades).
O Senhor Ministro da Administração Interna, Presidente de Honra da Associação, no seu discurso alusivo ao evento, proferiu palavras do agrado dos associados e congratulou-se pela continuidade destes Convívios e realçou também o esforço feito por todos os aposentados, quer pela sua presença, quer pela Direcção Nacional quer ainda pelas Delegações e Núcleos de todo o País, que se esforçaram no sentido de promover tão importante evento.

As outras entidades que discursaram não deixaram de enfatizar as manifestações de camaradagem entre aqueles que, durante décadas, comungaram as mesmas alegrias, tristezas e dificuldades, que, afinal, proporcionam os Convívios, contribuindo grandemente para aquele sentimento que dá pelo nome AMIZADE.

Após a refeição foram agraciados com a medal
ha alusiva aos "20 anos de associado" cerca de 80 elementos, e entregues as respectivas medalhas aos agraciados que se encontravam presentes na cerimónia.

Ainda antes do "partir" do Bolo de Aniversário, o S
enhor Ministro da Administração Interna, descerrou, simbolicamente, uma lápide comemorativa dos 25 Anos da Associação, com a inscrição: «Amizade», «Companheirismo», «Solidariedade» destinada a ser afixada na sede da ANAP, que se situa em Coimbra.


Ao longo destes 25 anos de convívios anuais, normalmente com as presença dos nossos familiares que se deslocam como acompanhantes, aos quais agradecemos a paciência com que nos "aturam"; basta que dois ou três formem um grupinho, e a conversa sobre a profissão escorre infindável e com o mais profundo esquecimento das pessoas que nos rodeiam; até porque, foi no activo, que fizemos amigos, e traçamos planos para o futuro. O que depois fizemos ou viermos a fazer, será sempre um reflexo desses tempos.

Estão, pois, de parabéns não só o Presidente da DN como os Dirigentes das Delegações da ANAP e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, se interessaram ou deram o seu contributo na realização deste evento anual.
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Em relação às palavras proferidas pelo Senhor Ministro da Administração Interna, referi que "proferiu palavras do agrado dos associados", esclareço ainda o seguinte:
A estruturação dos Serviços de Assistência Médica, em condições eficientes, para o pessoal no activo, aposentado e seus familiares, foi criada através do D. L. nº. 42 942, de 25Abr1960;
No decorrer das décadas de "60", "70" e "80" o Serviço de Assistência na Doença (SAD/PSP) melhorou substancialmente.
Contudo, com a publicação do D. L. nº. 158/2005, de 20Set, perderam-se direitos adquiridos; nomeadamente o pessoal aposentado, pré-aposentado e familiares a cargo, bem como os familiares do pessoal em serviço activo e funcionários civis, perderam o direito à assistência médica e medicamentosa nos Postos Clínicos e outros serviços de saúde próprios da PSP.

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Depois do encontro anual / 2009, o Presidente da ANAP, Senhor Subintendente Vitorino Baroso Dinis, dirigiu a todos os seus associados, o seguinte Comunicado:
"A Direcção Nacional da ANAP continuará a encetar esforços no sentido de, junto das entidades responsáveis, levar a cabo reivindicações e diligências necessárias, a fim de dar aos polícias, com especial relevo aos seus aposentados, os direitos que todos reconhecemos legítimos e merecidos.
Foi pois, com muita satisfação e orgulho, que na celebração do 25 aniversário desta Associação, ouvimos, do próprio Ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira, a notícia que todos nós, os aposentados, iríamos voltar a ter assistência médica nos postos clínicos dos comandos.
Junto se anexa, cópia dessa determinação".
«Assunto: Utilização da rede de postos clínicos da Polícia de Segurança Pública
Relativamente ao assunto referenciado em epígrafe, informa-se que, por proposta desta Direcção Nacional foram proferidos os despachos de 24 de Setembro de 2009 e de 8 de Outubro de 2009, de S. Exª. o Ministro da Administração Interna, nos quais foi autorizada respectivamente a utilização dos Postos Clínicos da Polícia de Segurança Pública por todos os beneficiários titulares do SAD/PSP na situação de pré-aposentação e aposentação, bem como do pessoal com funções policiais do Mapa de Pessoal da PSP, de acordo com a disponibilidade dos serviços existentes e com a prevalência da satisfação das necessidades de apoio à missão operacional.
O Director Nacional - Francisco Maria Correia de Oliveira Pereira - Superintendente-Chefe".
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Ainda a propósito dos "direitos que todos reconhecemos legítimos e merecidos", sugiro à ANAP que promova diligências no sentido de, com vista a colmatar a lacuna dos despachos por não ter enquadrado neles os familiares do pessoal do activo, aposentado e pré-aposentado a cargo de uns e outros, que foram olvidados.
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No Convívio/2009 foi apresentado um Livro
Título:
História da Associação Nacional dos Aposentados da Polícia e das Injustiças de que têm sido vítimas os Aposentados da PSP;
Autor:
Manuel Francisco Pereira.
Durante treze anos consecutivos (1988 a 2001), o Senhor Comissário Principal (aposentado) Pereira, exerceu o cargo de Presidente da Direcção Nacional da ANAP.
Na obra, o seu autor apresenta-nos um relato de pessoas, datas e acontecimentos. É um relato alargado que permite conhecer e entender melhor a polícia e a própria ANAP; aprofundando o âmbito da pesquisa, o autor contextualiza as realidades e as causas que motivaram a fundação da própria Associação.
Nestas breves notas gostaria de deixar impresso neste blog as minhas felicitações ao autor.

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Comentários
NOCA disse:
"E eu felicito o Bloger, Camarada e Companheiro de lutas, umas mais difíceis, (já passadas), e outras agradáveis que ainda se vão vivendo.
Os meus parabéns à ANAP pelo seu 25º. Aniversário.
É sempre reconfortante o encontro de amigos e lutadores por causas comuns, sobretudo quando essas causas são o bem dos cidadãos e a defesa dos seus direitos, como é o caso da PSP.
Acho interessante e característico das nossas comemorações, a ligação que sempre fazem com a religião: não há comemoração que não meta missa - é a tradição e, "costumes não os ponhas nem os tires", dizia um antigo professor muito avisado, que tive.
Parabéns pelo evento e um abraço do NOCA".
7 de Outubro de 2009 12:29
NOCA - Nobre de Campos, distinto Oficial da GNR, na situação de aposentação, foi Alferes Miliciano na minha Companhia (CC 115) - Angola.
Agradeço os parabéns e retribuo o abraço
VALHOR
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José António disse:
Sr Horta
Só hoje tive acesso ao seu blog e aproveito para o felicitar pelo trabalho desenvolvido, em especial sobre a comemoração do 25º. Aniversário da ANAP, que gostei imenso. Eu também estive presente.
Continue a escrever, nem que seja, somente, sobre essa grande Instituição que se chama POLÍCIA.
Aproveito para o felicitar e desejar-lhe um Feliz Ano Novo, votos extensivos a todos os seus familiares.
Um abraço
José António Faustino Matias

31 de Dezembro de 2009 00:11
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Sr Matias
Conforme referi, este meu trabalho estará continuamente em construção!...
Agradeço e retribuo os Votos de um Feliz Ano Novo que me endereçou.
Um Abraço Amigo
ValHor
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