sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Medalha Comemorativa/2008
























































































Em cada ano, é emitida pela Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, uma medalha comemorativa alusiva ao "Dia da PSP - 02Jul".
A medalha, que começou a ser emitida no ano de 1980, evoca, factos e efemérides mais significativos que constituem uma recordação de primeira linha, com o objectivo de assinalar o trabalho árduo e difícil da Polícia em Portugal.
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Esboço histórico do Anverso da medalha de 2008:

  • Polícia de Segurança Pública

  • 141º. Aniversário

  • Comemorações Nacionais 2Julho de 2008

  • A união faz a força
No Reverso:

  • Brasão da UEP

  • Legenda: - A unidade faz a força

  • Unidade Especial da Polícia
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"A U.E.P., compreende as seguintes subunidades operacionais:


  • O Corpo de Intervenção;

  • O Grupo de Operações Especiais;

  • O Corpo de Segurança Pessoal;

  • O Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo;

  • O Grupo Operacional Cinotécnico".
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Nota: A medalha de 2008, a que se refere a imagem,
foi-me oferecida pelo agente António Manuel Afonso Santos, que comigo trabalhou durante vários anos.

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TRANSCRIÇÃO dos 2 Comentários neste post do blog:
"Nuno Poiares disse...
Caro Senhor,
Só hoje tive o privilégio de conhecer o seu maravilhoso blogue.
Parabéns!!
Fico sempre satisfeito quando encontro alguém com um profundo orgulho por pertencer à nossa ilustre PSP e com uma evidente elevação no tratamento dos diversos temas.
Com elevada consideração,
NP"
6 de Maio de 2009 22:38
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"NOCA disse...
Parabéns Companheiro!
É sempre bom e estimulante ver o nosso trabalho reconhecido por alguém.
Quantos nos visitarão e nós sem o sabermos estamos a dar prazer e satisfação a alguém!
A literacia informática também vai aumentando e as coisas vão melhorar.
Continua pois na tua tarefa de criar valor acrescentado no teu blog!"
7 de Maio de 2009 19:17
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Grato pela vossa gentileza e pelas palavras de estímulo e incentivo, parabenizando-me pela criação e conteúdo do blog.
No blog, vamos, pois, convivendo uns com os outros e trocando impressões por escrito, confiando na vida, e confiando uns nos outros, para bem de nós mesmos.
De referir que a feitura do blog se deve ao facto de procurar manter a mente activa, para que o cérebro se mantenha em constante movimento e virado para um estilo de vida saudável vinculado a uma actividade de que gosto.
Neste particular, e atendendo a que vivemos num mundo em intensa transmutação, em que o ritmo da mudança é a maior mudança, a vida cresce e estende os seus braços através das novas tecnologias (ferramentas da informação), abrindo-nos novos horizontes, o que passa, inexoravelmente, por estarmos mais informados e a sermos mais interventivos.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Almoço de Aniversariantes

Fui convidado pelo meu amigo Subintendente/Ap. Manuel Maria Ferreira, para um almoço de aniversariantes que teve lugar no dia 18Fev na sede do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Normalmente comparecem a este almoço de confraternização antigos Comandantes do COMETLIS da PSP, Oficiais no activo e Oficiais na situação de aposentação.
O convívio, que se realiza de 4 em 4 meses, é um evento antigo, com algumas dezenas de anos, mas muito importante e saudável para oficiais aposentados e no activo, porque serve especialmente para uma troca de impressões e relembrar tempos e acontecimentos idos.
Aos aniversariantes (que fizeram anos durante aquele período de tempo), o Comandante do COMETLIS, Senhor Superintendente-Chefe Barreira, ofereceu uma prendinha alusiva ao acto e com as insígnias da PSP e os contemplados, sensibilizados, agradeceram-lhe a lembrança.
Bem-haja, Senhor Comandante!
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Quanto ao meu amigo Manuel Maria Ferreira, a quem agradeço publicamente o honroso convite, acrescento que foi professor na Escola Prática de Polícia - Lisboa (nas instalações onde hoje se situa o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna). Foi também Comandante Distrital da PSP de Évora. No Estabelecimento de Ensino Policial fui seu aluno nas disciplinas de Trânsito e de Serviço Policial Urbano.
Sabemos que os valores alteram-se ou substituem-se, com uma cadência tal, que, de permeio, no espaço das vivências, deixam sempre alguma vazio. Para muitos, o passado foi ontem e só o dia de hoje interessa.

("Não podemos esquecer que o Homem, tal como as árvores, só sobrevive com raízes", tal como é referido no Livro - Os Trilhos da Pedagogia - da autoria do meu também amigo, professor Joaquim Carreira Tapadinhas - Montijo".
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Para o próximo almoço também conto estar presente mas na qualidade de aniversariante.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

DIVAGANDO

















































O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO
!


Por ter viajado (andado) pelo mundo a partir dos 20 anos de idade, principalmente entre os 30 e os 59 anos, aprofundei os meus conhecimentos culturais e a minha experiência.

Viajar
"Andar por terras distantes e comunicar com gentes diferentes torna os homens discretos."
(Miguel de Cervantes)

"A vida só pode ser compreendida
olhando-se para trás;
mas só pode ser vivida
olhando-se para a frente."
(Soren Kierkegaard).

Idade
"Não é perfeita a vida que não se viveu com sentimento durante a juventude, com luta na maturidade e com reflexão na velhice."
(Wilfrid S. Blunt).
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Ter casado e ter filhos (2) e netos (3) foi (é!) a coisa mais gratificante que uma pessoa pode ter.

Família
"A única herança da fortuna é a felicidade familiar."
(Hermann Vierordt)
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Ter escrito um livro. Título: "Memórias de Um Passado Recente (Ano 2003)". Foto acima.


Livros
"Escrever é um ócio laborioso."
(Joahann W. Goethe)
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Ter plantado árvores e vê-las crescer é maravilhoso. Uma delas, o pinheiro da segunda foto.

Árvore
"Quem plantou uma árvore antes de morrer não viveu inutilmente."
(Provérbio indiano)

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Parafraseando!
Diz-se, que o homem ou mulher, só faz o "pleno" quando:
  • Faz um filho;
  • Escreve um livro;
  • Planta uma árvore.

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NOCA disse...


"Parabéns MVHORTA!

Já cumpriste todos os mínimos e alguns máximos para te poderes considerar um HOMEM, segundo o grande EÇA DE QUEIROZ. A ele se atribui essa classificação para ser Homem completo:

Escrever um Livro; Fazer um Filho; e Plantar uma Árvore.

Como te invejo! Pois que cumpri duas dessas exigências, mas falta-me escrever o livro e não vejo condições que me levem a esse desiderato.

Em compensação semeei e fiz semear milhares de sobreiros que são a minha coroa de glória. Se cada mil sobreiros puderem corresponder a um livro, posso dizer que já escrevi uns 15 ou 16 livros.

Continua pois a escrever e a dar-nos a conhecer o repositório de pensamentos oportunos de figuras eminentes da humanidade, que, pelos vistos, são abundantes nos teus arquivos".

8 de Fevereiro de 2009 23:11

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Efemérides

Faz hoje (28/10/2008) 2 anos que faleceu o "Inspector" Varatojo

O Dr. Artur Varatojo nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Catarina em 21 de Agosto de 1926 e faleceu no dia 28-10-2006.
Licenciado em direito, exerceu a profissão de advogado e foi um profundo estudioso de criminologia e de assuntos de técnica policial. Nesta qualidade se tornou conhecido do grande público através de uma actividade de publicista e de colaborador dos vários órgãos de comunicação social.

A figura do Dr. Artur Varatojo como especialista de ciminologia e assuntos policiais ganhou mais popularidade ainda com os programas que apresentou na televisão e de que o público guarda tão gratas recordações. O ABC Policial marcou a sua estreia como autor e muitas são as suas obras. De destacar o programa Porta Aberta e a insquecível Selecção Policial.
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Na qualidade de Oficial de Dia ao Comando-Geral da PSP (hoje Direcção Nacional), tive o grato prazer de almoçar, por duas vezes, com o "Inspector" Varatojo na messe de Oficiais da PSP e na mesa reservada ao Comandante-Geral da Instituição.

Chegou a ser abordada a hipótese do "Inspector" apresentar um programa policial na televisão que teria sido de reconhecido interesse para o público e para a própria Instituição Policial (PSP), considerado de "janela aberta" para o exterior (O programa seria em tudo idêntico àqueles que o actor Jean Gabin, também já falecido, fazia passar na Televisão Francesa. Foi a imagem perfeita para muitos filmes de mistério e policiais, nos quais interpretava tanto papeis de gangster como de policial, dando vida, por exemplo, ao Commissaire Maigret em filmes baseados nos romances de Georges Simenon). Todavia por indecisões das Chefias de Estado-Maior, tal iniciativa acabou por não se realizar com muita mágoa para os profissionais de polícia de então.
Contudo, durante muitos e muitos anos, o "Inspector" Varatojo, deixou a sua marca no "GINÁSIO MENTAL - Secção a cargo de A. Varatojo, da Revista Bimestral POLÍCIA PORTUGUESA, Órgão de Informação e Cultura da PSP".

Uma das suas crónicas bimestrais encontra-se aqui publicada (inserta na Revista Polícia Portuguesa, nº. 75 - Maio/Junho de 1992), com o título: "Como se mata... e como se morre".

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Um dia o "Inspector" Varatojo disse:

"..........Como sabe a minha paixão é o cérebro do criminoso. O meu objectivo encontrar as múltiplas causas que levam o crime a ser cometido de forma a podermos trabalhar na sua prevenção. Se partilha este fascínio pela criminologia PARTICIPE!".

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No Comentário a este post, NOCA disse:

"Muito feliz a tua ideia de homenagear/recordar essa figura incontornável do último século XX. Grande comunicador e esclarecido teórico da criminologia, enriqueceu a bibliografia portuguesa com obras de incomensurável valor específico.

A crónica que transcreves é disso exemplo, revelando a pesquisa histórica que o autor fez, divagando no tempo até aos primeiros autores que se atreveram a discorrer sobre tema tão controverso.

As primeiras abordagens são sempre imperfeitas e defeituosas, naturalmente, mas elas contribuíram para o futuro aclaramento das ideias: se compararmos as posições analíticas dos filósofos gregos com a realidade actual da ciência, encontraremos divergências insanáveis, mas isso não permite que os estudiosos actuais não se debrucem sobre aqueles coceitos primevos. De tal modo que as partículas julgadas indivisíveis da matéria, se chamou átomos, nos tempos modernos tal como Heráclito chamara aos que considerava, na altura serem os elementos indivisíveis da mesma realidade que observava.

Por isso a referência do "Inspector" a Lombroso e suas teorias é muito oportuna e fundamental".
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Comentário
NOCA disse...
"Muito feliz a tua ideia de homenagear/recordar essa figura incontornável do último quartel do século XX. Grande comunicador e esclarecido teórico da criminologia, enriqueceu a bibliografia portuguesa com obras de incomensurável valor específico.
A crónica que transcreves é disso exemplo, revelando a pesquisa histórica que o autor fez, divagando no tempo até aos primeiros autores que se atreveram a discorrer sobre tema tão controverso.
As primeiras abordagens são sempre imperfeitas e defeituosas, naturalmente, mas elas contribuíram para o futuro aclaramento das ideias: se compararmos as posições analíticas dos filósofos gregos com a realidade actual da ciência, encontraremos divergências insanáveis, mas isso não permite que os estudiosos actuais não se debrucem sobre aqueles conceitos primevos. De tal modo que às partículas julgadas indivisíeis da matéria, se chamou atomos, nos tempos modernos tal como Heráclito chamara aos que considerava, na altura serem os elementos indivisíveis da mesma realidade que observava. Por isso a referência do "Inspector" a Lombroso e suas teorias é muito oportuna e fundamental".
28 de Outubro de 2008 17:58
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Comentário
André disse...
"Sou jovem mas ainda me lembro de ter visto o Inspector Varatojo na Televisão.
Era uma pessoa que cativava e que gozava do favor do público.
Ao navegar no seu blog deparei com a figura bem conhecida do Dr. Varatojo, o que me levou a ler as suas crónicas, e, sinceramente, gostei.
Para quem pretenda licenciar-se em direito terá muito a ganhar se pesquisar atentamente nas suas obras que são vastas.
Parabéns a si por ter tido a ideia de relembrar esse estudioso da criminologia e de técnicas policiais."
26 de Junho de 2009 8:08
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sábado, 27 de setembro de 2008

Colecção de Bonés de Polícia




Em íntima associação com a farda, estiveram sempre as várias formas de cobrir a cabeça.
Desde a Idade Média que os simples toucados, os chapéus, os bivaques, as boinas e os bonés não param de evoluir até se converterem em autênticas obras de arte. A prensagem num molde padrão dá-lhes a sua forma final.
Neste meu Blog, já falei de coleccionismo nomeadamente de artigos relacionados com a Polícia de Segurança Pública e, como não podia deixar de ser, também falei do "meu último boné" e de outros artigos policiais que colecciono.
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Num dos Posts disse:
  • Que o homem traz dentro de si o gosto das colecções;
  • Que prolonga os sonhos de infância dando corpo a algumas das aspirações de adolescente;
  • Que consagra a sua vida a uma finalidade cuja realização constitui permanente prazer, dado que os pequenos momentos de felicidade vividos pelo coleccionador representam, para si, coisas grandes!

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Para o coleccionador, coleccionar objectos do seu agrado é uma arte, quiçá, uma arte que tem muito a ver com a subtil "arte de saber viver" e, obviamente, a "boa arte deve saudar o passado". Dissociar o presente do passado equivaleria a renunciar à sua compreensão.
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O Chefe António Serranito do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Setúbal, nestas últimas três décadas, entregou-se de "alma e coração", com entusiasmo e persistência, a coleccionar objectos policiais, nomeadamente a uma das temáticas mais emblemáticas, a que contempla "Bonés Policiais" e, neste momento, conta já com 429 bonés diferentes no seu "mini-museu policial", o que daria para cobrir a cabeça de quase um batalhão de polícias.
Apaz-me dizê-lo que, com singeleza, a colecção de Bonés das Polícias de todo o Mundo, é uma das mais belas colecções de artigos policiais.
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Alusiva à Colecção de Objectos Policiais do Chefe Serranito, o Jornal Diário de Notícias, no dia 26-07-2008, publicou um artigo do seguinte teor:
" "Chefe Serranito reuniu 429 bonés de polícia
Colecção. O adjunto do comandante da 1ª. Esquadra da PSP de Setúbal tem, em casa, um minimuseu de adereços da polícia de todo o mundo. Chapéus, distintivos, algemas, cassetetes e pins, na maioria adquiridos por intercâmbio, enchem as prateleiras.
Quando em Setembro de 1982 ajudou um polícia alemão a recuperar a maioria dos objectos que lhe tinham sido furtados numa visita a Portugal, o chefe António Serranito estava longe de imaginar que o boné e o porta-chaves que o colega viria a oferecer-lhe como reconhecimento serial o início de uma colecção singular. A partir daí nunca mais parou. Entre trocas, a ajuda do amigo Silvino, ex-guarda-redes do Benfica, e algumas compras, encheu uma das divisões da sua casa de objectos policiais. De bonés a distintivos de braço, de algemas a cassetetes, de pins a porta-chaves. Há de tudo. E dos quatro cantos do mundo.
O espaço ocupado por esta espécie de "mini-museu policial" não anda longe dos dez metros quadrados. O chefe aproveitou um quarto do apartamento onde vive em Setúbal para ir reunindo um espólio, onde os 429 bonés, provenientes de 70 países, são o principal atractivo. Alguns podem valer mais de 500 euros.
Nas prateleiras onde os vários exemplares estão expostos, apenas para consumo interno, não faltam os célebres "cabeças de giz", de 1930, utilizados pelos polícias sinaleiros. "São um marco, têm algo de histórico", comenta António Serranito, enquanto vai exibindo as maiores relíquias da colecção - bonés de xerifes americanos e canadianos, boinas vermelhas do País Basco, o boné dos "colegas" do Cazaquistão, o capacete utilizado pelas forças policiais da Ilha de Malta, mas também o pomposo boné dos carabinieri italianos.
António Serranito não gosta de destacar nenhum em especial, mas perante a insistência lá revela que a sua preferência recai sobre um boné alemão, de 1935, que foi utilizado pela polícia de Berlim, mas também elogia um exemplar da GNR da década de 30, que restaurou, deixando-o como novo. Ao lado está um "cromo difícil": "Andei dez anos atrás do boné da Polícia Montada do Canadá, até que consegui uma troca".
De resto, a maioria dos exemplares foram obtidos, justamente, através de intercâmbios. Serranito tirou partido do facto de pertencer à Associação Internacional de Polícia, estabelecendo contactos com as Delegações espalhadas pelo mundo. Recorda uma viagem que realizou a Zurique (Suíça), onde o comandante da polícia local lhe ofereceu "uma série de coisas". Quando levamos algo para trocar e dizemos o que pretendemos, nunca vimos de mãos a abanar. O valor desta colecção também tem a ver com esse sentido de companheirismo", sublinha. Mas foi o aparecimento da Internet que fez disparar os intercâmbios. "Passámos a ter a possibilidade de digitalizar o que tínhamos para oferecer e foram surgindo mais interessados", explica, recordando como na década de 90 chegou a conseguir alguns exemplares russos, através do guarda-redes Silvino, na altura jogador do Benfica. "Nos jogos das competições europeias, Silvino levava sempre uns bonés para tentar trocar e ainda me arranjou dois espectaculares".
Neste momento, o graduado da PSP de Setúbal não persegue nenhum exemplar em especial, sobretudo porque as prateleiras do quarto, adaptado a mini-museu, estão repletas e só já suportam mais quatro ou cinco exemplares. Além de que comprar está fora de questão. "Se aparecer um boné ou capacete de gala que dê para trocar ainda vou tentar fazer negócio, mas mais do que isso não, porque há exemplares muito caros, acima dos 500 euros". Uma vez por ano tenho de tirar uma semana de férias só para limpar o pó. É a única forma de manter isto impecávell", afiança. E mostra-se disponível para exibir o seu espólio publicamente" ".
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Inequivocamente que o Chefe Serranito é um coleccionador apaixonado em objectos policiais. Refere como começou a juntar artigos de colecção policial e como os passou a coleccionar; certamente que houve também uma projecção afectiva de si próprio sobre os objectos devido à situação envolvente pelo culto da farda. Não se pode deixar de enaltecer o seu empenho, dedicação a apontar sobretudo para a continuidade de valorizar intrinsecamente a sua colecção que tem numa sala sobrepujada de peças de todas as formas e tamanhos, cuja arrumação ameaça ser um problema. Compensado através da evocação histórica da polícia, tem ainda o mérito de dar a conhecer aspectos curiosos, quanto desconhecidos, dos corpos policiais actuais e de outrora.
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Neste Blog, post "Medalhas da IPA e da ANAP", relato a minha ida à Bélgica em representação da Secção Portuguesa da "International Police Association - IPA), conjuntamente com o Comissário Principal Dr. António Lourenço. Neste evento denominado "Semana de Amizade" que decorreu no período de 12 a 19 de Setembro de 1981, não faltaram as trocas de objectos policiais com as "Representações" dos 16 países presentes e de, posteriormente, ter enviado para a Bélgica dois bonés da PSP, um de agente masculino e outro de agente feminino (os bonés dos agentes femininos são feitos com materiais semelhantes aos dos agentes masculinos, embora as suas formas sejam mais fantasiosas e heterogéneas), até porque é na Bélgica que se encontra a maior colecção de bonés policiais, mais propriamente no "Museu de Bonés da Polícia", situado em Hoboken. Este museu Belga tem bonés policiais de quase todos os países do mundo. O lema do museu, segundo o seu Presidente-Conservador, Frans Verbeeck, "não é exibir exemplares (a estrear), um exemplar usado e em boas condições é muito bem recebido". Por norma, o museu organiza anualmente uma exposição de bonés, e em 2004, a exposição contou com 1200 bonés de praticamente todo o mundo.
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Caro Chefe Serranito, ter uma colecção de bonés das mais variadas cores e feitios de polícias de muitos países, é gratificante para si e também o é para a Polícia de Segurança Pública por ter nas suas fileiras um dos maiores coleccionadores de bonés policiais de todo o mundo. Parabéns!
Esta colecção traz-lhe, certamente, à memória experiências e momentos especiais e homenageia um sector da vida pública que honra qualquer país civilizado.
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Comentário
Sónia Andreia disse...
"Olá gostei do que vi, fikei emocionada, pois sou uma admiradora pela profissão, os meus parabéns e continue a publicar mais coisas sobre a polícia.
beijinhos".
8 de Dezembro de 2008 21:55
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Comentário

Willoughby disse...

"Que maravilhosa colecção!
Vá lá! Vim atrás da colecção, mas também estimo muito ver o coleccionador.
Parabéns pelo trabalho que está a desenvolver.
Com um Grande Abraço e boa continuação".

30 de Abril de 2010 20:27

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Grato pela sua colaboração nos comentários aos blogues
Um Grande Abraço também para si.

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Prólogos

Joaquim Carreira Tapadinhas, natural de Montijo, casado com a Drª. Odete Tapadinhas, professora na Escola Secundária Jorge Peixinho;
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2 filhos: Dr. Mário Tapadinas, médico e Drª. Maria Teresa Tapadinhas Coelho, Licenciada em Química e professora na Escola Secundária Jorge Peixinho;
4 netas;
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Licenciado em História, Pós-graduado em História de Portugal e Mestre em História Política e Social;
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Exerceu o professorado durante 30 anos, tendo sido Presidente do Conselho Directivo e Presidente do Conselho Pedagógico (1985/86-1986/87) da Escola D. Pedro Varela;
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Em Abril de 1992, foi eleito Vice-presidente do Conselho Nacional do SINDEP - Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, cargo que actualmente ainda desempenha;
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Como cidadão interveniente na vida local e na sequência da sua acção política antes do 25 de Abril, ocupou os cargos políticos de Presidente do Município de Montijo (1974-1975) e de Presidente do Conselho Minicipal de Montijo (1986-1989);
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Pertenceu aos órgãos sociais de diversas instituições, dentre elas a Santa Casa da Misericórdia, a Cooperativa Trabatijo, a Profcoop - Cooperativa de Professores, o Ateneu, a Banda Democrática, o Palmeiras e o Círculo Cultural de Montijo;
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Foi correspondente de diversos jornais nacionais, República, Diário de Notícias, O Século, A Luta e o Comércio do Porto.
Colaborou activamente na imprensa local, onde escreveu centenas de artigos e alguns poemas, tendo exercido, no extinto jornal "Gazeta do Sul", o cargo de Chefe da Redacção (1975/1976);
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Autor dos livros:
"Aldegalega no Tempo dos Descobrimentos", 1ª. edição em 2000 e 2ª. edição em 2003;
"O Alentejo nos Reinados de D. Pedro I e D. Fernando" (2002);
Co-autor do livro POESIS - volume IV, edição Minerva, 1999 e
"Nos Trilhos da Pedagogia" 2008.
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Habilitações Literárias e Académicas
  1. Bacharel em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1978, com a média final de dezasseis valores (Bom com Distinção).
  2. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1979, com a média final de dezasseis valores (Bom com Distinção).
  3. Curso de Actualização em História das Ideias, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no ano lectivo 1982-83, com duração de dois semestres.
  4. Frequência da componente curricular do Mestrado em Sociologia Rural e Urbana, no ISCTE, nos anos lectivos de 1990-91 e 1991-92, três semestres.
  5. Pós-Graduação em História de Portugal, pela Universidade Lusófona, no ano lectivo de 1994-95, com a média final de quinze valores.
  6. Mestre em História Política e Social, pela Universidade Lusófona, 2002, com a informação final de Bom com Distinção.
  7. Curso de Literatura Portuguesa "Os Clássicos Revisitados", Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Departamento de Estudos Portugueses, no ano lectivo 2005-2006, 1º. semestre do ano lectivo 2005/2006.
  8. Curso de Literatura Portuguesa "Momentos dos Séculos XX/XXI". Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Departamento de Estudos Portugueses, no 2º. semestre do ano lectivo 2005/2006.

Autógrafo